segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Drogas no asfalto.


As palavras tráfico de drogas, sempre estiveram associadas às favelas, mas agora o tráfico deslocou para áreas nobres. No último dia 25 a polícia do Rio de Janeiro realiza uma ação que resulta na prisão de uma quadrilha de traficantes que agia numa praça movimentada de Copacabana especificamente na Zona Sul.
A ação da polícia contou com 50 policiais civis e militares, com cães farejadores que cercaram a praça. Foram apreendidos um revolver, dinheiro e celulares. O esconderijo da droga era na banca de jornal, em árvores e até mesmo num telefone público. Entre as drogas foram encontrados cocaína, maconha e crack, e só foi descoberto depois das gravações de imagens feito pela polícia. Esse deslocamento do tráfico de drogas provavelmente só ocorreu por conta da pacificação dos dois morros do Rio de Janeiro, tendo os pontos de venda de drogas transferidos para o asfalto. Tá na hora da ação policial se estender por todas as esferas sociais uma vez que ela não se concentra mais nos morros e favelas.
Como muitos pensam traficantes não existem apenas em favelas e possui um nível de escolaridade inferior. Podemos comprovar isso durante essa operação da polícia, a qual prendeu cinco suspeitos de tráfico na praça. Um deles é o professor de educação física Diogo Gomes, de 26 anos, e morador de uma área nobre, a Avenida Atlântica, em frente à Praia de Copacabana. Também foram levados para a delegacia 19 usuários de droga, entre eles quatro menores.
Uma pergunta que muitos fazem é o tipo de educação que esse professor dará para seus alunos? Será que ele aconselhará o aluno a não se envolver no tráfico de drogas? Ou será que ele induzirá o estudante a fazer uso de drogas? Essa pergunta é pertinente uma vez que foram encontrados quatro menores usando drogas. A educação no Brasil merece mais atenção, pois o professor não tem a função de está passando apenas o conteúdo para seus alunos, mas formando cidadãos. Porque esse professor se envolveu com drogas, tornando um suspeito de tráfico? Será a falta de moral ou o dinheiro que recebe como professor é insuficiente para viver? Se for falta de dinheiro, existe apenas esse meio ilícito para sobreviver?
Durante os dois meses de investigação concluem-se as que pessoas vendem ou fumam maconha livremente. Afirmo que isso só foi possível por ser uma área nobre e os policiais pensar que tráfico só ocorre nas favelas. É comprovado que a ação conjunta da polícia só foi plausível por conta de denuncias dos moradores daquela área. Se essa denuncia tivesse ocorrido pelos moradores da favela será que a polícia demoraria dois meses investigando? Ou será que os policiais chegariam prendendo qualquer um? É tão corriqueiro acontecer esse fato no morro que a polícia não demora muito para efetuar sua ação. Será que nas áreas nobres os policias investigam por medo de prender pessoas que exercem influencia naquela área ou para checar a denuncia? 
A questão é que muitas pessoas não desejam trabalhar dignamente, pelo fato de fazer o correto e receber pouco por isso. Ta na hora de rever a moral e os costumes. Pois, muitos são tomados pela falta de impunidade dos seus colegas, passando a agir de forma semelhante. O que colabora para a ocorrência desse episódio na sociedade é saber que no Brasil não tem justiça.
Não existe mais a segmentação de onde possa ocorrer o tráfico de drogas e quem seja o responsável pelo tráfico. Esse problema social a cada dia se torna mais evidente em todas as camadas sociais, não especificando o gênero, a cor ou a classe social. 





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