terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ceará tem o maior crescimento em assaltos no Brasil

A expectativa dos brasileiros é que o Brasil deixe de fazer parte da lista dos países em desenvolvimento e passe a compor a lista dos países desenvolvidos. Para isso acontecer é necessário investir em saúde, educação, infra-estrutura, transportes e principalmente em segurança pública. A violência afeta desde o rico ao pobre e ainda é um dos temas mais polêmicos dos telejornais, seja no âmbito nacional ou regional.
E voltando o olhar para a constituição de 1988 ela assegura  aos cidadãos brasileiros o direito de ir e vir. Mas, esse direito está sendo comprometido, pois cada dia um novo caso de violência é registrado no Brasil. A violência causada por roubos a bancos só cresce, e segundo a 3ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos, divulgada no dia 20 deste mês, em Curitiba apontou o Ceará com o maior crescimento de assaltos a bancos no País no primeiro semestre deste ano, com crescimento de 42%.
O levantamento foi elaborado pelas confederações nacionais dos Vigilantes (CNTV) e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf), com apoio técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na lista de estados que cresceram em número de assalto a bancos, o Ceará ocupa o terceiro lugar, com 26 casos no primeiro semestre. Só perde para São Paulo que lidera o ranking, com 99 casos, seguido por Bahia, com 37 casos.
Como se não bastasse esses dados, a pesquisa ainda revelou que as ocorrências estão mais presentes no interior, a citar o último caso de assalto a banco na cidade de Milhã, interior cearense. Mas, para aqueles que pensam está acontecendo um fluxo migratório de ladrões da capital para o interior se enganou, pois também foi registrado aumento de ocorrências na capital. O interior possui dois itens que mais atrai os ladrões que são a falta de segurança no interior e às estradas vicinais sem revestimento asfáltico propiciando a fulga. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O resultado das ações ilícitas.


A violência que não afeta somente as grandes cidades está representada pelo alto índice de roubos, sequestros, estupros, latrocínios, mortes e outras denominações. Essa bateria de nomes que causam dor e medo na população é fruto das ações impensadas de adultos e adolescentes. Iludidos por promessas de conseguir bens materiais de maneira rápida e consequentemente uma vida melhor os indivíduos começam a se enveredar no mundo das ações ilícitas. Geralmente iniciam com um simples roubo até chegar ao seu primeiro homicídio. Nesse contexto pouco importa o resultado de suas ações o essencial é o seu bem estar.
Quando são presos esses jovens passam parte de sua vida no cárcere privado pagando pelo crime que cometeu e tendo que se adaptar ao sistema carcerário brasileiro. Para promover a melhoria do infrator, o sistema usa o método da disciplina a citar o uso do uniforme da prisão, as diversas filas sejam elas para comer, beber água e tomar banho. Mas, não da para entender se viver em celas lotadas com pouca higienização, estrutura defasada e o convívio com pessoas que praticou desde leves ações ilícitas até as mais graves, ajudará ao infrator se tornar uma pessoa melhor.
Na verdade o sistema carcerário brasileiro deve passar por uma transformação radical, afim de que essas pessoas que praticaram ações ilícitas sejam tratadas com rigor e disciplina. Ensinar a prática de esportes e de atividades remuneradas é importante para que elas saiam com um aprendizado e com a consciência de que as ações anteriores só causam prejuízo a ele e a sociedade.
Mas, o apoio familiar ainda é muito importante para a recuperação dessas pessoas, pois, muitos desses jovens e adolescentes vivem a margem da sociedade e na maioria dos casos foi constatada a ausência do pai e de uma boa estrutura familiar. Outra questão é como a família e a sociedade recebem as pessoas que já foram presas, pois, na maioria das vezes são tratadas com preconceito e precisam também do apoio da sociedade e do governo proporcionando empregos que possam incluir esses indivíduos na sociedade.  

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O homem que virou suco


No filme O homem que virou suco as duas personagens principais, se resume ao Severino trabalhador de uma multinacional que matou o patrão e Deraldo poeta popular nordestino, a procurava emprego na capital. Ambos interpretados pelo mesmo autor. Ao longo do filme o nordestino era confundido com o homem que matou o patrão, pelo fato de serem parecidos. Quanto ao contexto histórico, tinha-se a ascensão das cidades do eixo sul e sudeste, com o crescimento imobiliário, a industrialização e as exportações de frutas, fato que atraia trabalhadores de outras regiões.  
Era o caso de Deraldo, nordestino que migrou da Paraíba para São Paulo em busca de emprego. Mas este tinha um diferencial em relação aos outros trabalhadores, a capacidade de fazer poemas e querer viver dessa arte. Com sua visão romântica ele tenta, mas é surpreendido pela falta de valor e de campo para atuar. A concepção do personagem sobre a cidade grande vai se modificando aos poucos, pois descobre a importância dos documentos, os quais haviam sido perdidos durante viagem. A partir disso ele é confundido com Severino o assassino, não consegue firmar sua identidade, encontrar emprego e montar uma banca na praça para vender seus poemas.
O filme mostra as dificuldades que os nordestinos enfrentam na cidade grande e o desejo de voltar à terra natal, pois, ao longo do tempo fica inviável, pelas dificuldades econômicas. Como opção se torna membro deste processo de industrialização, trabalhando em diversas empresas principalmente a de exportação de frutas. Assim, acaba sendo esmagado pela cidade grande e virando suco da grande indústria.
Elenco:
José Dumont ........... Deraldo/Severino

O cangaceiro trapalhão



Com o formato fiel da televisão brasileira o filme o cangaceiro trapalhão que tem por gênero a comédia mistura lendas com mitos. A primeira imagem do filme mostra o cangaceiro em contraluz e nas primeiras cenas o telespectador tem a impressão de que o filme vai tematizar a violência do cangaço. A cada encenação uma evolução de gênero, passando de ação para comédia e misturado com o romance. A mudança das personagens centrais vai se modificando e a teia de histórias cinematográficas que deram certo vão sendo tecida a ponto de fazer um bom produto para entretenimento.
O filme foi gravado no Ceará e não abre mão de mostrar um nordeste seco e desértico estereotipado pela mídia. Pior que isso, foi colocar uma música irritante na cena em que Severino anda pelas paredes como lagartixa. E como isso não bastasse aceleraram cenas para parecer mais engraçadas, fazendo o telespectador lembrar os filmes antigos, inclusive os de Charles Chaplin.
Ao longo do filme os personagens tentam descobrir o que tem dentro de uma caixa brilhosa e prateada. A cada tentativa a caixa se tornava menor e o brilho emitido por ela era tão intenso tornando esses momentos cômicos. A cena da descoberta do segredo da caixa é gravada em Quixadá, frente à pedra da galinha choca. Os personagens ao seguir as indicações percebem que a galinha põe ovos de ouro, fato que faz deles homens ricos.
O filme não traz nenhuma contribuição relevante para a formação social das pessoas, é apenas uma sucessão de histórias que não possuem ligações e sentido. Voltado para crianças faz parte da indústria do entretenimento e mistura fantasias com mitos.
Elenco:
Tânia Alves ................... ..Maria Bonita
Renato Aragão .... Severino do Quixadá
Wellington Botelho
Doc Comparato
Daniele Cristine ..................... Expedita
Cininha De Paula
Sônia Dias
Gabriela Duarte
Regina Duarte .......................... Aninha
José Dumont .............. Tenente Bezerra
Danton Jardim
Pedro Limaverde
Bruna Lombardi ............... Fada Bruxa
Lutero Luiz
Tarcísio Meira
Mussum
Dedé Santana ........................ Gavião
Nelson Xavier .................... Lampião
Zacarias

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Tigre e a Neve



O filme apresenta uma ruptura com o convencional, pois constrói uma personagem masculina extremamente romântica. O professor de poemas Atílio de Giovanni vivido pelo ator Roberto Benigni é apaixonado por Vittoria sua ex-mulher vivida pela atriz Nicoletta Braschi. O amor que Atílio sente por Vittoria é tão grande que ele proporciona jantares, segue ela por todos os lugares que viaja, tem sonhos com os dois se casando e sempre diz que a ama. Mas Vittoria não quer saber de Atílio seu ex-marido e pai de suas duas meninas e diz que só fica com ele no dia em que vê um tigre sobre a  neve.
O filme que é uma longa metragem de origem italiana e foi lançado em 2005 sobre a direção de Roberto Benigni e roteiro deste com Vincenzo Cerami e tem como gênero a comédia, o drama, a guerra e o romance. Quando Vittoria viaja à Bagdá para entrevistar Fuad um especialista em literatura vivido pelo ator Jean Reno seu carro é atingido por uma bomba lançada pelos Estados Unidos. Ao tomar conhecimento do acidente Atílio faz até um impossível para chegar a Bagdá e pára isso ele enfrenta os problemas de trânsito originário da guerra. Ele encontra a mulher de seus sonhos em uma cama no corredor de um hospital e para sua surpresa ela tem apenas quatro horas de vida. Ele recebe a notícia com tristeza e aceita facilmente, assim busca todos os métodos para salvá-la.
A falta de medicamentos e os horrores da guerra estão sempre presentes. Começa os saques pela cidade inclusive no hospital quando tentam roubar o colar de Vittoria. Atílio faz tudo para salvá-la atravessando até um deserto em uma moto quebrada a fim de pegar o medicamento que Vittoria necessita. No filme o tigre e a neve percebemos que Atílio não é só um herói capaz de revolucionar a medicina e salvar a vida de sua mulher, mas é um herói poeta que consegue dá sentido às pequenas coisas e fazê-la com humor e alegria.
Apesar de ter salvado a vida de Vittoria ele não conta para ela que o salvou. Apesar disso, ela consegue perceber pelo fato do mesmo está com o seu colar. O filme da ênfase ao fato de sabermos selecionar bem as palavras e de está sempre apaixonado, pois para o personagem só isso é capaz de fazer as coisas ganhar vida. Ela encontra um tigre sob a neve e lembra-se do que tinha dito antes. E no final do filme percebemos que Vittoria seria a neve com sua fragilidade e o tigre seria Atílio com o seu empenho para salvar sua vida.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Drogas no asfalto.


As palavras tráfico de drogas, sempre estiveram associadas às favelas, mas agora o tráfico deslocou para áreas nobres. No último dia 25 a polícia do Rio de Janeiro realiza uma ação que resulta na prisão de uma quadrilha de traficantes que agia numa praça movimentada de Copacabana especificamente na Zona Sul.
A ação da polícia contou com 50 policiais civis e militares, com cães farejadores que cercaram a praça. Foram apreendidos um revolver, dinheiro e celulares. O esconderijo da droga era na banca de jornal, em árvores e até mesmo num telefone público. Entre as drogas foram encontrados cocaína, maconha e crack, e só foi descoberto depois das gravações de imagens feito pela polícia. Esse deslocamento do tráfico de drogas provavelmente só ocorreu por conta da pacificação dos dois morros do Rio de Janeiro, tendo os pontos de venda de drogas transferidos para o asfalto. Tá na hora da ação policial se estender por todas as esferas sociais uma vez que ela não se concentra mais nos morros e favelas.
Como muitos pensam traficantes não existem apenas em favelas e possui um nível de escolaridade inferior. Podemos comprovar isso durante essa operação da polícia, a qual prendeu cinco suspeitos de tráfico na praça. Um deles é o professor de educação física Diogo Gomes, de 26 anos, e morador de uma área nobre, a Avenida Atlântica, em frente à Praia de Copacabana. Também foram levados para a delegacia 19 usuários de droga, entre eles quatro menores.
Uma pergunta que muitos fazem é o tipo de educação que esse professor dará para seus alunos? Será que ele aconselhará o aluno a não se envolver no tráfico de drogas? Ou será que ele induzirá o estudante a fazer uso de drogas? Essa pergunta é pertinente uma vez que foram encontrados quatro menores usando drogas. A educação no Brasil merece mais atenção, pois o professor não tem a função de está passando apenas o conteúdo para seus alunos, mas formando cidadãos. Porque esse professor se envolveu com drogas, tornando um suspeito de tráfico? Será a falta de moral ou o dinheiro que recebe como professor é insuficiente para viver? Se for falta de dinheiro, existe apenas esse meio ilícito para sobreviver?
Durante os dois meses de investigação concluem-se as que pessoas vendem ou fumam maconha livremente. Afirmo que isso só foi possível por ser uma área nobre e os policiais pensar que tráfico só ocorre nas favelas. É comprovado que a ação conjunta da polícia só foi plausível por conta de denuncias dos moradores daquela área. Se essa denuncia tivesse ocorrido pelos moradores da favela será que a polícia demoraria dois meses investigando? Ou será que os policiais chegariam prendendo qualquer um? É tão corriqueiro acontecer esse fato no morro que a polícia não demora muito para efetuar sua ação. Será que nas áreas nobres os policias investigam por medo de prender pessoas que exercem influencia naquela área ou para checar a denuncia? 
A questão é que muitas pessoas não desejam trabalhar dignamente, pelo fato de fazer o correto e receber pouco por isso. Ta na hora de rever a moral e os costumes. Pois, muitos são tomados pela falta de impunidade dos seus colegas, passando a agir de forma semelhante. O que colabora para a ocorrência desse episódio na sociedade é saber que no Brasil não tem justiça.
Não existe mais a segmentação de onde possa ocorrer o tráfico de drogas e quem seja o responsável pelo tráfico. Esse problema social a cada dia se torna mais evidente em todas as camadas sociais, não especificando o gênero, a cor ou a classe social. 





O paraíso distante


O filme o céu de Suely conta a história de Hermila, uma menina pobre, mas querendo ser feliz assim como as outras pessoas. A maioria das cenas se passa em Iguatu, cidade do interior cearense situada a 405 km de Fortaleza. O enredo mostra de forma crua a realidade de algumas brasileiras pobres que foram abandonadas. As questões abordadas são desde a gravidez indesejada, desilusão amorosa, falta de emprego, e a entrada de muitas garotas na prostituição. A protagonista vive em contínua busca pela felicidade e o paraíso a cada dia se torna mais distante.
O céu de Suely é um berço de encontro entre os aspectos da razão e da emoção. Tomada pelo amor que sente pelo seu namorado, Hermila fugiu de Iguatu para viver seu amor em São Paulo. Não dando certo retorna a cidade de origem com seu filho de colo, o que remete a questão do filho prodígio. Sem dinheiro e com a determinação de uma nordestina ela tem a esperança de obter a felicidade na nova vida. O desejo de partir de Iguatu perpassa na maioria das cenas do filme, mas Hermila já estava contaminada pela beleza de outros lugares e já não era mais a mesma.
A cada cena o paraíso se torna mais distante e o desejo de partir aumenta em proporção semelhante às dificuldades econômicas. Não conseguindo um emprego que viesse sustentar seu filho, envereda no mundo das “facilidades”. Uma alternativa para ela sobreviver é vender rifa e lavar carros, até que um dia Hermila resolve substituir o uísque por uma noite de amor. Usando o pseudônimo Suely e a frase “uma noite no paraíso” ela consegue o dinheiro da rifa e a ira de muitas mulheres casadas. Aí está a chave que dá origem ao nome do filme o céu de Suely e o inferno para Hermila.
Ao adentrar no mundo das “facilidades”, ela começa a beber e a cheirar acetona que não deixa de ser uma droga. O prêmio da rifa do céu de Suely uma noite no paraíso é destinado apenas a um ganhador e consiste em proporcionar uma noite de prazer, o que faz uma alusão as garotas que vivem da prostituição. As cenas do filme são marcadas pela mudança e pelo desejo de uma vida melhor. Desde o início, quando parte de Iguatu acompanhada pelo namorado e em busca de melhores condições econômicas, depois quando retorna com o filho na esperança de conseguir um emprego e viver melhor com seu filho e posteriormente quando decide partir para Porto Alegre sozinha. A idealização de uma vida melhor para o seu filho é peça importante, porém não fundamental, uma vez que ela deixa com a avó para se aventurar nas bebedeiras e a vender rifas.
O autor do filme Karim Ainouz não abre mão de mostrar a realidade de muitas garotas da periferia da cidade, explorando o contexto em que estão inseridas. As coisas para Hermila acontecem em um curto período de tempo, desde o namoro, a gravidez e a sua fase de angústia. Para enfatizar isso, o autor usa imagens ligadas à velocidade, como o movimento do trem e o trajeto rápido da moto. O paraíso distante é muito idealizado por Hermila o que faz sair da cidade fazendo planos de uma vida melhor, onde possa encontrar a felicidade, assim como as outras pessoas que vivem uma continua busca pela felicidade.