Obras de Ricardo Campos ficarão expostas no SESC Patativa do Assaré e no Banco do Nordeste de Juazeiro do Norte até junho.
Tássia Araújo
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estudante do curso de Artes visuais da URCA (Universidade Regional do Cariri) Ricardo Campos expõe suas obras na galeria SESC de Artes Plásticas. Com 22 obras que contam um pouco das noites juazeirense. Elas estão dispostas ao logo das paredes brancas da galeria.
A exposição tem o nome de guardanapos, em homenagem a mania que Ricardo tem de desenhar em guardanapos. Para ele o processo de desenhar veio antes de saber o conceito. Foi depois de iniciar no curso de Artes visuais que aprendeu o conceito e seu professor pediu que guardasse os desenhos dos guardanapos e assim surgiu a exposição.
Seus quadros refletem o cotidiano, a citar os bares, casas noturnas e prostíbulos. Nas suas obras a mulher está presente em maior número o que faz dela a protagonista.
No SESC estão expostas 22 obras pintadas em preto e branco com tinta nanquim e carvão. As molduras das obras são pretas e contrastam com as paredes brancas realçando a imagem da obra.
Essa é a terceira exposição de Ricardo, a primeira ocorreu na cidade do Crato. Para ele a segunda exposição mais lhe chamou atenção. Ela foi realizada na Paraíba, e suas obras geraram polêmica por retratar o sagrado e o profano. Muitas pessoas queriam fazer um movimento contra suas obras. Sua surpresa foi que em Juazeiro não ocorreu tamanha estranheza uma vez que é uma cidade religiosa.
O nome de algumas obras é sem título o que torna o sentido particular. Para ele retratar o cotidiano é fundamental, pois mostra a cultura de um povo, além de fazer uso de assuntos que podem acontecer em qualquer local.
Na noite do dia 23, o SESC recebeu o professor de Semiótica do curso de comunicação social – jornalismo da UFC (Universidade Federal do Ceará) Paulo Eduardo, o qual levou seus alunos para a exposição a fim de analisar semioticamente o sentido de cada obra.
A exposição de suas obras é variada. Ele busca alterar a posição de cada peça e a decoração do ambiente a fim de chamar atenção. Quanto a venda de suas obras lhe causam um sentimento de perda e ao mesmo tempo de satisfação. Já vendeu muitas de suas obras únicas.
A exposição também está acontecendo no Banco do Nordeste e vai até junho. No início de sua carreira ele fazia a exposição de suas obras nas praças e tinha pouco reconhecimento. Depois que recebeu apoio e passou a expor em lugares fechados a suas obras passaram a ter mais reconhecimento.
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